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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Furtivo e eterno amor







Foi pela primeira vez num relance furtivo que te encontrei, olhos sobre olhos em espantosa maravilha. Intimidade desconhecida, pairando nas trocas de olhares, paixão que sufoca e intriga a razão, a lógica mais exata submerge a convicção. Os porquês sucumbem pra a emoção arrebatadora que os teus olhos me hipnotizam. Raios invisíveis lançados dos mesmos convidam e desafiam minha fraqueza, mas será a tua beleza? A subjetividade do seu ser me repele e me questiona a compreender será que eu nasci pra você? Me fizestes descobrir o que a melodia e a poesia significam, a intrigante verdade de se apaixonar, nem que seja só num olhar, sentidos fazem sentido. Queria rimar no arco-íris dos teus lábios me entregar inteiramente, com a poesia do amor, levitar, sonhar que a vida valeu a pena em te encontrar. Como reza a lenda: “o que é bom dura pouco”, assim foi você, tão especial que o tempo levou, tão preciosa que o acaso invejou, pois poeta que sou, eres o apogeu e inspiração que me designou essa profissão. Teus olhos roubavam meu intelecto e com ele todas as palavras, plantou um sentir de emoção lá dentro do peito tão confuso quanto se diz o coração, tão intocável que nem a razão a alcança em sua limitável. Amor eterno, cuja eternidade consagrou-se num plano imaterial, que passou e deixou a eternidade semeada numa terra até então inabitável, tua moradia cravou as raízes, tua existência me transformou completamente e de tal simples modo, com apenas um olhar, fui perceber a minha fraca, ou será minha divina humanidade de te amar?