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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "Fazer a ponte: educar para a (e na) cidadania na escola da ponte. 2000"




                                  

                                                                                               Pedro Samuel de Moura Torres





NOESIS 56. Fazer a ponte: educar para a (e na) cidadania na escola da ponte. 2000.

  

 

O texto “Fazer a ponte: educar para a (e na) cidadania na escola da ponte” remete a questionamentos feitos desde 1976 cujas respostas trouxeram densas transformações na coordenação escolar. Entende-se que se cada criança é única e singular não é certo se esperar que duas crianças caminhem tendo o mesmo desenvolvimento. Põe-se em evidencia as necessidades individuais e capacidades intelectuais inerentes a cada um, entretanto é mais simples sintetizar as aulas dirigidas a um hipotético aluno se esquecendo de que a diversidade presente na sala será um problema a ser enfrentado, já que cada um possuí seu próprio ritmo e tipo de inteligência.

 

O objetivo da escola não apenas ensinar os cidadãos a ler e reproduzir os códigos gráficos, mas ensina-los a compreender o mundo em que vivem e com isso se realizarem como seres sociais.  A aprendizagem e o ensino tornaram-se mais flexíveis no sentido que os professores não são mais exclusivamente encarregados de passar os conhecimentos, assim como eles também aprendem com os alunos e vice-versa. O aluno ganha autonomia na educação, pois passaram a eleger os conteúdos a serem aplicados e com quem eles se agruparão, os professores aparecem como ajudantes e colaboradores para informar e tirar as dúvidas dos alunos.

 

O professor também pode aproveitar a ajuda de um aluno mais capacitado para ajudar os colegas, desviando um pouco do foco de conhecimento absoluto sobre os docentes, mostrando que o conhecimento está acessível e qualquer pessoa que quiser e busca-la poderá atingi-la. No exercício da cidadania se intenciona democratizar e tornar acessível um mundo que todos apresentem seus direitos e construam um mundo que todos possam contribuir e exercer com suas capacidades. Dessa forma, as instituições educacionais vêm sempre se preocupando com a autonomia a qual se deseja tornar o aprendiz como o sujeito e não como um objeto como era a tendência do passado.

 

Tem-se o objetivo de conscientizar o aluno que ele é sujeito e capaz de aprender por ele mesmo, mostrando as ferramentas e as maneiras eficientes para buscar e adquirir o conhecimento sem a necessidade de responsabilizar inteiramente o professor. É fundamental que essa nova tendência possa abranger todas as escolas e que isso possa se realizar na prática não caindo apenas na teoria. Portanto a preocupação em tornar o aluno cônscio de que ele é capaz de aprender buscando, que ele pode se desenvolver de modo autônomo, é a melhor maneira de tornar o mundo mais democrático e com o rumo ao progresso social e cultural.    
 
 
 
Pedro Samuel de Moura Torres