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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Resenha crítica do artigo "O professor da educação especial e o processo de ensino-aprendizagem de alunos com autismo"






BOETTGER, Andréa Rizzo dos Santos; LOURENÇO, Ana Carla; CAPELLINI, Vera Lucia Messias F. O professor da educação especial e o processo de ensino-aprendizagem de alunos com autismo. In: Revista Educação Especial v.26/ n.46/ p. 385-400 / maio/ ago. Santa Maria: 2013. Disponível em:


 

As autoras Andréa Rizzo dos Santos Boettger (Professora Doutora da Faculdade de filosofia e Ciências da UNESP - Campus de Marília, São Paulo), Ana Carla Lourenço (Pedagoga de escolas da cidade de Pederneiras - São Paulo), Vera Lucia Messias Fialho Capellini (Professora Doutora da Faculdade de Ciências da UNESP - Campus de Bauru/São Paulo) do artigo "O professor da educação especial e o processo de ensino-aprendizagem de alunos com autismo" analisam o trabalho dos professores em uma escola especial para os autistas buscando identificar e expor as suas faltas e refletindo sobre os métodos de ensino que devem ser aplicados e que em algumas instituições já vem sendo aproveitados; examinando quais das características dessa metodologia podem melhor contribuir para a inclusão educacional. Com vários trabalhos na esfera da educação especial, no referente artigo, tais autoras descrevem a condição de autismo, explanam sobre alguns dos métodos propostos para a inserção desses alunos especiais e refletem sobre como o autismo deve ser compreendido e considerado pelos docentes a fim de superar os obstáculos permitindo que o conhecimento e a educação seja viável a todos.  
 

De acordo com a autora BOETTGER, Andréa, o autismo infantil contemporâneo é um dos “Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD)” que é caracterizado por um comprometimento grave em diversas áreas do desenvolvimento, como nas habilidades de interação social, na capacidade de se comunicar, na percepção do real e na presença de estereótipos de comportamento, interesses e atividades. Ressalta também que segundo as pesquisas mais recentes o autismo pode estar associado a causas genéticas e que 200 genes compartilhados pelos cromossomos humanos possivelmente já estão relacionados ao autismo.
 

As autoras expõem que através de observações feitas em uma escola especial para autista, percebeu-se que o preparo e a performance dos professores era muito superficial, os quais demonstraram ter o conhecimento do senso comum a respeito do autismo. Ensinavam de maneira bastante restrita, sem considerar o aspecto funcional e contextual, sem expor a relação de casualidade e noção de tempo e espaço, deixando muito a desejar o que obviamente não facilitava a compreensão desses alunos especiais.
 

O artigo relata que enquanto aos elementos pedagógicos necessários para os educandos em tal condição, Nilsson (2003) sustenta que é indispensável a utilização de estratégias visuais, como: "Programação diária individual, um sistema de trabalho individual, atividades adaptadas individualmente para o trabalho independente, obrigações diárias apresentadas visualmente, atividades recreativas e atividades motoras, dando suporte adicional com a orientação visual do modo como a sala é mobiliada e usada." (NILSSON, 2003, p. 26). E já que os autistas apresentam déficits na socialização, Riviéri (1995) também afirma que é imprescindível desenvolver atividades que estimulem a linguagem e a comunicação.

 
Expõe-se que ultimamente alguns programas educacionais vem se capacitando e aplicando tais métodos para a inclusão de crianças e adolescentes com autismo, sobretudo em escolas de Educação Especial. Conforme as autoras, destacaram-se os programas TEACCH – (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children - SCHOPLER, 1997) e o CFN - Currículo Funcional Natural, (LEBLANC, 1992). O programa TEACCH se fundamenta em: "habilidades e interesses, avaliação contínua e cuidadosa, compreensão dos significados, colaboração dos pais, ensino das relações de causa e efeito, ensino de comunicação e independência. Tudo isso é ensinado por meio de: informações visuais, rotinas e previsibilidade, ensino individualizado e ensino de habilidades, em ambientes naturais e com materiais variados." (MESIBOV; SHEA, 1998). Já o Programa CFN tem em vista expandir aptidões que permitam às crianças e aos adolescentes atuarem da melhor maneira possível em seu ambiente, deste modo, fazendo com que os alunos autistas se tornem mais independentes e criativos.  
 

Visto que o autismo é uma demanda a ser encarada e tratada com maior acuidade e seriedade pelos educadores no que tange a abrangência do ensino-aprendizagem nas escolas, se faz necessário a aplicação desses métodos peculiares e que os professores adquiram a consciência de que é possível a inserção desses alunos e que os pais também participem e colaborem para que seus filhos especiais não se alienem e nem percam suas prováveis potencialidades. É imprescindível que os professores conheçam mais a respeito do autismo e aprendam como aplicar essas metodologias necessárias para viabilizar a aprendizagem desses alunos especiais tendo em mente que encontrando os métodos, recursos e os caminhos adequados para tal, os professores suscitarão grandes transformações possibilitando que esses estudantes se desenvolvam como qualquer outro.