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quarta-feira, 27 de março de 2013

RELATÓRIO DA ELABORAÇÃO DO SEMINÁRIO




Nosso processo para desenvolver esse trabalho foi um tanto dificultoso, pois, nossos encontros pessoais eram sempre escassos e as oportunidade de nos reunir eram apenas quando tínhamos aulas. A primeira dificuldade foi em entrar em consenso sobre qual tema iriamos abordar, já que sempre em cada escolha levantada, existiam os pros e os contras. No nosso primeiro encontro, ao escolhermos o tema, acatamos de modo prático e breve que faríamos sobre “A dança dos orixás” com apenas uma ou duas minoria que discordavam. Nessa mesma ocasião, separamos e delimitamos os subtemas a cada pessoa: a primeira se prontificou que falaria da cultura africana, a segunda se encarregou de explanar sobre a dança macule lê, a terceira e a quarta pessoa falariam sobre a capoeira, mas ainda sem nada conclusivo, eu e mais outras três pessoas decidimos falar sobre os orixás e a dança onde eu deliberei a necessidade de uma expressão criativa visual e prática ao tema com o objetivo de reavivar e mostrar meios diferentes, estéticos, utilitários e divertidos de se expressar o trabalho. Mas até então não havíamos definido como o faríamos e se o faríamos. Como me sinto mais confortável expressando-me artisticamente em dramatizações, dança e tudo mais que for do campo da estética, além disso, refleti que se mantivéssemos a nossa apresentação de maneira tradicional, correríamos o terrível risco de tornarmo-nos muito monótonos, perdendo toda a necessidade dinâmica, estética e lúdica. Desse modo, sugeri e insisti sobre apresentarmos algo além da mera e fatigante teoria, percebi que sobrou para que eu conduzisse, idealizasse e desenvolvesse essa parte.

Mas enfim, comecei a liderar e organizar a parte criativa da nossa apresentação, vislumbrando mais ou menos como a desenvolveríamos, vindo a decidir e a sugerir qual modalidade usaríamos. A principio, tivemos um pouco de obstáculo em nos comunicar, mas logo foi solucionado, passando a nos interagir à distancia. Prontifiquei-me em idealizar a narração atrelando-a com a capoeira, a luta e a dança; estabeleci o contexto, traçando as ideias, cada personagem, enredo e esquema teórico da narrativa; logo sugerindo e negociando o esquema via internet e celular. Alguns foram bastante resistentes em relação à inclusão dessa parte, pois não se sentiam a vontade na área da representação, preferiam seguir pelo método tradicional de apresentação e sentiam-se receosos do julgamento e de não saber conduzir-se em um teatro “faz de conta”. Entretanto, mediante minhas apelações e pelo reconhecimento da necessidade de um elemento prático e artístico, acabei convencendo-lhes do seu papel na parte criativa. Houve dúvidas e confusões de quem representaria o papel do orixá feminino Oxum, pois ambas as candidatas optavam por fazer a parte teórico-narrativa a ter que encenar, mas finalmente ela acabou aceitando para a harmonia e paz do grupo. Nossa colega narradora assumiu a parte tanto da narração, como decidiu também expor um breve conteúdo sobre os Orixás e suas danças. Mesmo tendo solicitado que os outros também buscassem seus figurinos, porém devido a minha inata precaução, improvisei todas as roupas e os artefatos tanto masculinos quanto feminino dos orixás, mas para a melhoria da empreita, nosso colega acabou encontrando um vestido original do orixá feminino, trazendo mais originalidade e glamour à nossa criatividade.

Pedi também que ela fizesse sua coroa do orixá Oxum improvisando em sua casa a fim de diminuir o meu trabalho figurinista. A mesma ficou responsável por, juntando os conteúdos de todos os integrantes, desenvolver a parte escrita do trabalho demandado pela professora. Após ter esquematizado toda a parte prático-criativa e ter improvisado o figurino, minha preocupação era de como e quando teríamos o tempo para ensaiar tudo que havia sido previamente planejado, pela nossa dificuldade de nos encontrarmos pessoalmente. Houve alguns momentos que eu pareci bastante contundente o que irritava a alguns dos integrantes pela minha constância e incidência em levar a frente o trabalho, mas todos acabaram me compreendendo e aceitando. Mas por fim, faltando uns cinco ou seis dias da apresentação, decidimos juntos nos encontrar antes da aula para a organização da ordem definitiva da apresentação e para o ensaio da encenação. Finalmente todos juntos pudemos definir decisivamente a ordem das apresentações e ensaiamos a interpretação, escolhendo juntos cada movimento, posicionamento, atitude e ação de acordo com os nossos conhecimentos prévios sobre o assunto.  Enfim, é sempre difícil ajustar-se coletivamente, pois demanda de grande dinamismo, insistência, manejo, liderança, comunicação, negociação, decisão individual e grupal, disciplina, ideias expostas e compartilhadas e muita diplomacia, mas no final acabamos fazendo o melhor que pudemos e tentamos coletivamente, compartilhando e aprimorando nossas contribuições, experiências e conhecimentos pessoais para a apreciação de todos.