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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "A diretora da escola sem paredes"



                                                   

                                                                                                     Pedro Samuel de Moura Torres





ALMEIDA, Alexandra Ozorio. A diretora da escola sem paredes: Folha online. São Paulo. 2004.

 

Motivada pela sua esperança de progressos na educação gratuita, a pedagoga Ana Elisa Siqueira do colégio municipal Amorim Lima é considerada uma ótima gestora educacional, quando ela destaca que: “sua dificuldade em dirigir veículos é inversamente proporcional a sua capacidade de dirigir uma escola”. A Emef Desembargador Amorim Lima foi pioneira em seu ousado projeto de reproduzir a didática de ensino que foi inspirada na obra criada pela Escola da Ponte, de Portugal. Com seu espirito revolucionário e pioneiro, inspirada em uma instituição portuguesa, Ana Siqueira deu o primeiro passo na transformação educacional daquela escola ao tomar atitude de mudar radicalmente condutas e modos de encarar o ensino priorizando as necessidades do aluno, permitindo que eles participem e opinem nas decisões primárias da instituição, tais como seus objetivos de aprendizagem e a maneira de serem avaliados. Portanto, foram implementadas na grade curricular a capoeira, o teatro, educação ambiental e oficinas de inglês, arte, educação física, leitura e informática. Conta também que organizou as salas para no máximo 25 alunos para cada professor.

De família bem-sucedida, embora a pedagoga tenha sempre estudado em instituições privadas, ela decidiu se comprometer com as escolas públicas, por razões políticas, já que as instituições gratuitas são onde se encontra a maior parte dos alunos no nosso país e também pela busca de ideais, de tentar melhorar a qualidade do ensino. Faz-se menção da sua vida particular; tem um filho chamado Pedro Generoso com seu marido que é um arquiteto e artista plástico formado pela FAU-USP e que sempre está a reclamar pela ausência da pedagoga que detém grande parte do seu tempo ocupada com a militância da escola, mesmo assim ela reconhece que ele seja bastante compreensível em relação a sua escolha.

Ana já vem 20 anos envolvida na rede municipal, já deu aulas para crianças de primeira a quarta série e de pré-escola e ao prestar concurso para coordenadora pedagógica, percebeu sua aptidão para a diretoria. Ela diz que os pais dos alunos da escola municipal são bastante heterogêneos no quesito social e cultural, pois alguns são analfabetos enquanto outros são universitários. Ela busca trabalhar em grupo, com mais de um professor, que mesmo diante de algumas dificuldades enfrentadas, eles vêm obtendo resultados surpreendentes. A pedagoga encara os desafios como algo necessário quando se busca melhorias, é preciso se aventurar sem o medo da derrota, ter esperança no que se faz e ser capaz de se lançar no inusitado, de embarcar nos ideais intencionando contornar as consequências do que pode advir para só assim obter as melhorias tão idealizadas. Sua atitude é um grande exemplo para vários outros pedagogos ou engajados na área da educação que almejam que a educação do nosso país avance, pois o ideal é que a educação seja democratizada e qualificada não apenas em teoria, como na prática.            

 

 

 

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "O que é Educação. Ed. 26"





                                                                                                          Pedro Samuel de Moura Torres






In: BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. Ed. 26, São Paulo: Brasiliense. 1991. p. 1-117;

 

A obra “O que é educação” de Carlos Rodrigues Brandão aborda sobre o tema da educação do qual precisamos compreender dentro do processo de desenvolvimento em que nos achamos. A conceituação da palavra educação através da História encontra-se com uma imensa carência na sua exatidão, pois a mesma está presente em todos os lugares e dos mais variados conceitos, de acordo com o texto estudado. Em alguns marcos mais importantes do livro percebe-se que no início ele arrisca-se a aproximar-se do sentido do termo educação em sua abrangência e multiplicidades de sentidos, se obtendo de modo bem transparente as suas possíveis variações.

O texto nos conduz a entender que não há apenas um molde de educação, mas que existem vários padrões. Essa ideia ficou evidente ao ler-se a carta escrita pelos índios respondendo ao convite do governo dos Estados Unidos quando lhe proporam de enviarem alguns jovens da aldeia para estudarem e se civilizarem nas escolas dos brancos, a resposta foi uma oposição, replicando que embora a educação dos brancos não inutilizasse os seres humanos, mas para seu contexto indígena aqueles conhecimentos de nada serviriam. Nesse caso o papel da educação é acatar com as necessidades de um determinado bando social, do qual o educando faz parte. No livro não se intencionou destrinchar do que a educação serve, mas se demonstrou que a sua utilização é imprescindível para a formação humana, visto que os estudiosos da área concentraram a educação como dependente das necessidades de um grupo.   

Dede as mais remotas civilizações se concebia a ideia de que a educação é essencial para o desenvolvimento do cidadão, que é necessário se educar. O discurso utilizado no texto foi elaborado de maneira fácil a ser aprendido e analisa detalhadamente e cronologicamente sobre o tema. Dessa forma o autor ressalta a importância da educação que desde a antiguidade era cultuada a fim de formar sujeitos competentes para a inserção e permanência na sociedade.    
 
Nas primeiras paginas Carlos Rodrigues Brandão declara que a educação se encontra em todas as sociedades até mesmo aonde não há escolas ou modelos de ensino formal, em tais sociedades se transmitem seus legados de saberes e conhecimentos de gerações a gerações. Os animais aprendem pelo instinto e pela convivência com os da mesma espécie imitando e seguindo os comportamentos dos mesmos. Enquanto que o bicho homem com sua consciência utiliza-se do aprender e ensinar sistematicamente e profissionalmente para a educação. Como relata Werner Jaeger, ao estudar a educação na Grécia:

A natureza do homem, na sua dupla estrutura corpórea e espiritual, cria condições especiais para a manutenção e transmissão da sua forma particular e exige organizações físicas e espirituais, ao conjunto das quais damos o nome de educação. Na educação, como o homem a pratica, atua a mesma força vital, criadora e plástica, que espontaneamente impele todas as espécies vivas à conservação e à propagação de seu tipo. É nela, porém que essa força atinge o seu mais alto grau de intensidade, através do esforço consciente do conhecimento e da vontade, dirigida para a consecução de um fim.”

O desarrolho cultural e social de um determinado grupo histórico em um período de transformação e ordenamento para a organização social do trabalho e do poder, os modos de difusão do conhecimento começam a serem problematizados. Entretanto em sociedades aborígenes a educação se estabelece em inúmeras maneiras e em circunstancias variadas. Os antropólogos no começo do século XX quase não mencionam a educação, todavia expõem a tradição e história das sociedades tribais, seus ritos e suas relações diárias quando as crianças instruem-se e os jovens vão se inserindo e ganhando seus espaços no mundo dos adultos. Tais antropólogos pesquisaram essas tribos e viram que elas tinham procedimentos de aprendizagem diferentes, sem acepção necessariamente escolar, por exemplo: as rezas cerimoniais e a produção de arco e flecha. O conhecimento vai se expandindo na medida em que há permutas e socialização, ou seja, é coexistindo que a ciência se proporciona. “A criança vê, entende, imita e aprende com a sabedoria que existe no próprio gesto de fazer a coisa”.

Esses métodos de ensino-aprendizagem são nomeados com várias designações e o procedimento integral é chamado de socialização, possuindo períodos de inculcação que constroem nossa identidade. A integração social tem o encargo de educar os membros de uma dada coletividade com o intuito de se reconhecerem e se identificarem como parte de um grupo.

A endoculturação se manifesta nas varias circunstancias grupais para a constituição do individuo ao adquirir seus hábitos, tradições, crenças e conhecimentos de uma cultura, funcionando para os discentes como uma pedagogia completa. A educação é uma porção do experimento endoculturativo. Métodos premeditados intencionando a estruturação da criança em direção ao padrão estabelecido socialmente para os adolescentes e consequentemente para o padrão social do jovem e adulto. “Ajudar a crescer, orientar a maturação, transformar em, tornar capaz, trabalhar sobre, domar, polir, criar, como um sujeito social, a obra, de que o homem natural é a matéria-prima.”

A educação era refletida como algo que preserva as tradições, os valores e os costumes de um povo. Não obstante, pessoas consideradas educadas são também agentes de transformações das mesmas, geram novas perspectivas e novos argumentos. A educação programada objetiva à tornar os educandos mais que meros objetos do conhecimento e sim torna-los sujeitos e agentes do conhecimento, podendo interferir com suas habilidades criativas.

 A escola pública é resultado da democratização do ensino, almejando o acesso mais abrangente da informação para todos. Houve o reconhecimento político para o direito de se estudar do cidadão por meio das escolas públicas concedida pelo governo. Há pessoas que acreditam que a democratização do ensino foi decorrência de confrontos liberais e conservadores onde políticos liberais embutirem juízos de um ensino voltado para a vida, à transformação, o avanço, a democracia, revelavam ao mesmo tempo o conceito democrático de seu tempo e por outro lado os tradicionais que serviam aos interesses de novos donos do poder e da economia.

Sendo assim, a tendência é que a educação gratuita brasileira convém para a propagação da desigualdade e para a transmissão de opiniões que corroboram para a exploração hierárquica, velando-se com a intenção de tornar o mundo mais igualitário e livre. As pessoas são produtos da educação, no entanto, como a mesma está à mercê do controle de outras pessoas, a própria educação pode vir a ser usada de modo calculado com fins de monopólios ideológicos e, por conseguinte de alienação e opressões das massas. A educação pública nada mais vem com a intenção de formar cidadãos incapazes de se ascenderem no mundo acadêmico e competitivo sendo então alienados e direcionados a mão de obra.

Conforme indicativos históricos a grafia passou a existir em lugares com poder centralizado, tal como as sociedades egípcia e asteca que eram imponentes sociedades-estado. A escrita foi no inicio utilizada por escribas controladores das propriedades dos faraós e dos reis e depois passou a ser monopólio de poetas. Ressalta-se um fragmento do autor onde se exprime as modificações na educação correspondendo às alterações nos estilos de civilizações:

“A educação da comunidade de iguais que reproduzia em um momento anterior a igualdade, ou a complementariedade social, por sobre diferenças naturais, começa a reproduzir desigualdades sociais por sobre igualdades naturais”.
      
Desta forma a educação se denota como uma ferramenta de domínio, passando a difundir os conhecimentos entre as classes divididas em hierarquias com o propósito de que seus clãs se conservem nos mesmos padrões estabelecidos. A instrução formal e gratuita como se concebe hoje em dia é um produto contemporâneo decorrente dos registros da historia humana provinda desde épocas remotas da Grécia a Roma, e se conservou até a atualidade sendo escassamente renovada, e nunca perdeu seu caráter dominador e formador de cidadãos.   

 

 

 

 

 

 

      

 

 

 

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "As eleições e a democracia"

 

                                                                                                        Pedro Samuel de Moura Torres



                        As eleições e a democracia

 
 

O texto “As eleições e a democracia” tenta abordar a definição mais clara do que vem a ser a democracia em nosso país, tendo como exemplo fundamental e exposto o processo eleitoral (democracia representativa) que constitui um modo de atender e servir ao povo, tornando os cidadãos participativos na busca dos ideais sociais. A eleição torna-se o mecanismo mais evidente para se democratizar a sociedade, a democracia não se restringe somente à eleição, mas também a adoção de preceitos e procedimentos. No texto remete-se à historia ao explanar sobre a origem da democracia e seu legado social que vem da antiga Grécia sobre as tentativas de organização e adaptação dos direitos e deveres dos cidadãos demonstrando como se lidavam com a coletividade daquela época que remanesce até hoje. Acreditava-se que através da politica se poderia organizar a sociedade expondo-a como a arte do bem viver, utilizando do recurso do sorteio.

Urge o governo dos melhores denominada de aristocracia a qual se busca a seleção de representantes e pessoas competentes para a gerência e defesas dos ideais de um grupo. O ato de votar é a seleção do que se consideram os melhores, para Aristóteles o governo dos melhores designa-se aristocracia. Sendo de origem grega a democracia já era bastante valorizada por aquela civilização, o que evidenciava a preocupação já precoce sobre o governo de um povo. Todavia, mediante um governo em busca de igualdade permaneciam lacunas não preenchidas, pois o direito de voz e do voto era exclusivo para uma minoria, sendo que grupos como os escravos, as mulheres e estrangeiros eram excluídos de tal direito. Foram os gregos os pioneiros da engenharia institucional, na busca por um governo onde teoricamente todos podem exercer poder. A coletividade implica em conflitos de interesses já que é impossível agradar a todos e permitir que todos decidam nos interesses coletivos, a partir disso é que o governo aristocrático se fez necessário facilitando a administração das massas. 

A eleição é diretamente associada à ideia de democracia, pois são através dela que na atualidade os indivíduos se sentem cidadãos cumprindo seus direitos, adotando seus deveres e instituindo governos representativos, entretanto o conceito de democracia abrange significados mais além que apenas o exercício do voto. Salienta-se a grande relevância da democracia como um recurso para melhor constituir a coletividade que necessita de organização, de tomadas de decisões na busca de qualidades na vida social. Comenta-se o progresso da eleição no Brasil pelo seu avanço e pela estabilidade e que mesmo com a existência de algumas imperfeições o objetivo é fazer com que os cidadãos se envolvam com a politica. Segundo o texto a justiça eleitoral é composta pelo Tribunal Superior Eleitoral, Tribunais Regionais Eleitorais, pelas juntas Eleitorais e pelos juízes eleitorais.

Também problematiza a questão de que a democracia é em teoria existente para todos, entretanto, na tomada de decisões poucos poderão ater-se do poder pela necessidade de uma hierarquia governamental organizada. A eleição veio imposta e estabelecida como um meio de democratizar numa tentativa de tornar acessíveis a todos a escolha de um representante que venha a suprir seus interesses nos procedimentos decisivos e sociais. Na atualidade a mídia é o veiculo primordial para influenciar a mentalidade dos cidadãos que são de certa forma teleguiados e seduzidos pelas promessas quase nunca realizáveis. O poder do bom argumento e da retorica prevalece bastante na atração dos seguidores e eleitores e é principalmente através das mídias sociais que se transmitem as ideias e propostas dos governantes.

No Brasil o processo eleitoral vem cada vez mais progredindo tecnologicamente e em abrangência. Sua influencia sobre a educação, a cultura e na sociedade é bem notório, pois implica em novas regras e deveres a serem cumpridos e aprendidos desde a educação elementar, mas somente em tese, pois na pratica infelizmente a politica dos maiorais é mais manifesto. Os direitos são teoricamente democráticos, entretanto na verdade quem tem mais poder terá maiores privilégios. Essa é a grande hipocrisia da nossa sociedade, a educação publica não produz o mesmo êxito que as privadas, o que demonstra a ineficácia da democratização educacional.

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto: "Papo cabeça para pensar: Folha online"






                                                                                             Pedro Samuel de Moura Torres





REDAÇÃO. Papo cabeça para pensar: Folha online. São Paulo. 2005.

 

O texto “Papo cabeça para pensar” Folha de São Paulo faz uma entrevista à pedagoga Ana Elisa Siqueira que fala da escola municipal Amorim Lima da zona oeste de São Paulo que desenvolve um projeto inspirado na Escola da Ponte, de Portugal onde não existem salas de aula, diferenças hierárquica entre professor e aluno, currículo, exames finais e cuja proposta é de se reconhecerem enquanto povo brasileiro. Ana Elisa Siqueira formada em pedagogia pela PUC de são Paulo é a diretora e criadora de tal projeto que vem contagiando e mobilizando alunos, mestres e pais de alunos. Seu lema é: "Escola pública não deveria ser só de crianças pobres, mas de toda a população. Isto é que seria uma escola verdadeiramente democrática."

Ana Elisa Siqueira responde as questões mostrando seu caminho trilhado na educação e como ela chegou até esse seu novo projeto; em uma visita ao Butantã, conheceu Amorim Lima e passou a enxergar a possibilidade de se criar um espaço cultural que democratizasse e tornasse acessível a educação tanto para jovens sem recursos financeiros quanto para os de condição. Com tal desígnio em mente ela decide se tornar diretora para consolidar seus projetos; ela comenta das suas tentativas passadas de viabilizar a participação dos pais na educação dos seus filhos ao lembrar quando em uma dessas empreitadas ela foi reclamada e questionada sobre o movimento que estava causando.

Quando entrevistada lhe perguntaram o que era tão subversivo naquela empreita, ela apenas respondeu que a participação dos pais seria bastante útil, mas que os mesmos passaram a questionar os professores o que se sentiram ameaçados e constrangidos diante da situação. Ana Siqueira conta alguns detalhes sobre as transformações que ela produziu durante o seu domínio na escola, mudanças não apenas no aspecto físico, como questão de segurança, mas no âmbito psicológico e social daquele recinto. Revela também que o resultado de todo esse desenvolvimento incomodava e causava bastante intransigência entre os professores.

 Ela ressalta a importância da escola, de se estabelecerem normas e regras, criar valores e de manter um vinculo social e cultural dando exemplos de alunos que se deram mal após terem se desvinculado da mesma. Ana Siqueira aborda a questão da liberdade e dos alunos terem o direito de escolherem suas atividades facilitando a integração dos alunos com um modo mais prazeroso e didático. Tais obras mostram que existem pessoas que realmente se preocupam em conduzir e melhorar a educação brasileira, tomando uma iniciativa ousada e empreendedora com fins utilitários tendo desempenhos que deveriam ser aderidos em todo o contexto educacional do nosso país.        

            

  


 
            

  

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "Fazer a ponte: educar para a (e na) cidadania na escola da ponte. 2000"




                                  

                                                                                               Pedro Samuel de Moura Torres





NOESIS 56. Fazer a ponte: educar para a (e na) cidadania na escola da ponte. 2000.

  

 

O texto “Fazer a ponte: educar para a (e na) cidadania na escola da ponte” remete a questionamentos feitos desde 1976 cujas respostas trouxeram densas transformações na coordenação escolar. Entende-se que se cada criança é única e singular não é certo se esperar que duas crianças caminhem tendo o mesmo desenvolvimento. Põe-se em evidencia as necessidades individuais e capacidades intelectuais inerentes a cada um, entretanto é mais simples sintetizar as aulas dirigidas a um hipotético aluno se esquecendo de que a diversidade presente na sala será um problema a ser enfrentado, já que cada um possuí seu próprio ritmo e tipo de inteligência.

 

O objetivo da escola não apenas ensinar os cidadãos a ler e reproduzir os códigos gráficos, mas ensina-los a compreender o mundo em que vivem e com isso se realizarem como seres sociais.  A aprendizagem e o ensino tornaram-se mais flexíveis no sentido que os professores não são mais exclusivamente encarregados de passar os conhecimentos, assim como eles também aprendem com os alunos e vice-versa. O aluno ganha autonomia na educação, pois passaram a eleger os conteúdos a serem aplicados e com quem eles se agruparão, os professores aparecem como ajudantes e colaboradores para informar e tirar as dúvidas dos alunos.

 

O professor também pode aproveitar a ajuda de um aluno mais capacitado para ajudar os colegas, desviando um pouco do foco de conhecimento absoluto sobre os docentes, mostrando que o conhecimento está acessível e qualquer pessoa que quiser e busca-la poderá atingi-la. No exercício da cidadania se intenciona democratizar e tornar acessível um mundo que todos apresentem seus direitos e construam um mundo que todos possam contribuir e exercer com suas capacidades. Dessa forma, as instituições educacionais vêm sempre se preocupando com a autonomia a qual se deseja tornar o aprendiz como o sujeito e não como um objeto como era a tendência do passado.

 

Tem-se o objetivo de conscientizar o aluno que ele é sujeito e capaz de aprender por ele mesmo, mostrando as ferramentas e as maneiras eficientes para buscar e adquirir o conhecimento sem a necessidade de responsabilizar inteiramente o professor. É fundamental que essa nova tendência possa abranger todas as escolas e que isso possa se realizar na prática não caindo apenas na teoria. Portanto a preocupação em tornar o aluno cônscio de que ele é capaz de aprender buscando, que ele pode se desenvolver de modo autônomo, é a melhor maneira de tornar o mundo mais democrático e com o rumo ao progresso social e cultural.    
 
 
 
Pedro Samuel de Moura Torres

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "A diretora da escola sem paredes"




                                                                                          Pedro Samuel de Moura Torres





ALMEIDA, Alexandra Ozorio. A diretora da escola sem paredes: Folha online. São Paulo. 2004.

 

Motivada pela sua esperança de progressos na educação gratuita, a pedagoga Ana Elisa Siqueira do colégio municipal Amorim Lima é considerada uma ótima gestora educacional, quando ela destaca que: “sua dificuldade em dirigir veículos é inversamente proporcional a sua capacidade de dirigir uma escola”. A Emef Desembargador Amorim Lima foi pioneira em seu ousado projeto de reproduzir a didática de ensino que foi inspirada na obra criada pela Escola da Ponte, de Portugal. Com seu espirito revolucionário e pioneiro, inspirada em uma instituição portuguesa, Ana Siqueira deu o primeiro passo na transformação educacional daquela escola ao tomar atitude de mudar radicalmente condutas e modos de encarar o ensino priorizando as necessidades do aluno, permitindo que eles participem e opinem nas decisões primárias da instituição, tais como seus objetivos de aprendizagem e a maneira de serem avaliados. Portanto, foram implementadas na grade curricular a capoeira, o teatro, educação ambiental e oficinas de inglês, arte, educação física, leitura e informática. Conta também que organizou as salas para no máximo 25 alunos para cada professor.

De família bem-sucedida, embora a pedagoga tenha sempre estudado em instituições privadas, ela decidiu se comprometer com as escolas públicas, por razões políticas, já que as instituições gratuitas são onde se encontra a maior parte dos alunos no nosso país e também pela busca de ideais, de tentar melhorar a qualidade do ensino. Faz-se menção da sua vida particular; tem um filho chamado Pedro Generoso com seu marido que é um arquiteto e artista plástico formado pela FAU-USP e que sempre está a reclamar pela ausência da pedagoga que detém grande parte do seu tempo ocupada com a militância da escola, mesmo assim ela reconhece que ele seja bastante compreensível em relação a sua escolha.

Ana já vem 20 anos envolvida na rede municipal, já deu aulas para crianças de primeira a quarta série e de pré-escola e ao prestar concurso para coordenadora pedagógica, percebeu sua aptidão para a diretoria. Ela diz que os pais dos alunos da escola municipal são bastante heterogêneos no quesito social e cultural, pois alguns são analfabetos enquanto outros são universitários. Ela busca trabalhar em grupo, com mais de um professor, que mesmo diante de algumas dificuldades enfrentadas, eles vêm obtendo resultados surpreendentes. A pedagoga encara os desafios como algo necessário quando se busca melhorias, é preciso se aventurar sem o medo da derrota, ter esperança no que se faz e ser capaz de se lançar no inusitado, de embarcar nos ideais intencionando contornar as consequências do que pode advir para só assim obter as melhorias tão idealizadas. Sua atitude é um grande exemplo para vários outros pedagogos ou engajados na área da educação que almejam que a educação do nosso país avance, pois o ideal é que a educação seja democratizada e qualificada não apenas em teoria, como na prática.            

  Pedro Samuel de Moura Torres


 

 

SOCIEDADE E EDUCAÇÃO: Resumo do texto "A miragem do crescimento"


                                                                              

 

                                                                                   Pedro Samuel de Moura Torres

 
 
WERTHEIN, Jorge. A miragem do crescimento, Carta Capital. Blogs: São Paulo. 2012.  

                                                  


 O texto “A miragem do crescimento” discute sobre um artigo do site do diário inglês “The Guardian” o qual faz uma breve alusão à imagem difundida pelo Brasil ultimamente e sobre as viagens que a presidente brasileira Dilma fez aos Estados Unidos, o desprezo com o qual ela foi recepcionada em Washington, quando o articulista proferiu: "Todo mundo quer falar com Dilma, menos Obama". Ressalta-se o Brasil como um país em desenvolvimento que vem crescendo com o governo Dilma cuja economia atinge a sexta posição com um PIB de 2,48 trilhões de dólares em 2011. E de acordo com o FMI alcançará a quinta colocação ultrapassando a França. Como um resultado desse desenvolvimento econômico, os brasileiros vêm vivenciando o aumento do custo de vida, principalmente nos grandes centros. Ficou mais barato comprar em outros países.

 Com toda essa expansão econômica o Brasil passou a se integrar nas nações bem-sucedidas. Todavia se confundem crescimento econômico com o desenvolvimento social. O sociólogo Antônio David Cattani da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Riqueza e Desigualdade na América Latina, afirma que a imponência de um país não é avaliada pelo acúmulo de recursos financeiros, e sim pela distribuição justa da economia. Como afirmou o economista Antônio Dias Leite em uma entrevista a CartaCapital:

"A riqueza tem de ser expressa pelas condições de vida da população. Um país pode ser capaz de realizar grande produção de bens e serviços e não ser rico. É o caso em que nós estamos. Crescemos no total do que produzimos, mas não nos tornamos um país rico no sentido de que a população está num nível aceitável de Bem-Estar Social.”
 

O texto relata vários outros problemas sociais enfrentados pelo Brasil, como a falta de saneamento básico que resulta em moléstias de países subdesenvolvidos, apresentando estatísticas e casos de vitimas da saúde; aborda o analfabetismo ainda muito presente no nosso país. Outro problema ainda mais grave é a guerra civil, a violência generalizada praticada não apenas por foras da lei, mas por policiais também. O texto dá algumas estatísticas, entre elas: cerca de 49 mil brasileiros morrem a cada ano vitimas de homicídio e mostra exemplos de pessoas acometidas pela violência. 

 Infelizmente a tendência das vias de segurança no nosso país é diretamente focada aos interesses e ao mando do governo o que prejudica na pratica à segurança geral dos cidadãos. O governo consciente da desigualdade econômica que alastra o país deveria impor recursos salariais menos extravagantes em diferenças, com o objetivo de igualizar e reconhecer o valor de cada profissional. Também é fundamental investir em uma educação mais eficiente e acessível a todos os cidadãos sem desnivelar a qualidade do ensino de escolas privadas a das escolas oferecidas pelo governo.    
 


Pedro Samuel de Moura Torres