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sábado, 9 de fevereiro de 2013

PARODIA DEL PERRO SNOW




 
 
 
 
 
Nonó, mi cachorro fiel, mi perrito camarada.

Mascota de tantos caminos y de tantas jornadas.

 Cabeza de tonto, pero un corazón de muchacho.

Aquel que está a mi lado en cualquier caminata.

Recuerdo de todas las veces mi fiel compañero,

usted, tantas veces probó ser mi grande escudero.

Su sentimiento es puro de verdades sinceras.

Nonó, usted es el más cierto en las horas inciertas.

 

A veces en ciertos momentos difíciles de la vida,

en que hace falta de alguien en nuestra compañía.

Con su mirada de amor, protección y cariño,

me da la certeza de que nunca estuve solito.

Nonó, mi cachorro fiel,  mi perrito camarada.

Ladridos y saltos festivos con mi llegada.

Con su leal amistad de grande cuidado.

Nonó, usted es el más cierto en las horas inciertas.

 

No necesitas ni ladrar pa saber que tu me amas,

pero es muy bueno saber que eres mi mejor amigo. (2v)

 

PARÓDIA DO CACHORRO SNOW


 
 
 
 
 
 
 
 
Nonô, meu cachorro de fé, meu bichinho camarada.

Mascote de tantos caminhos, de tantas jornadas.

Cabeça de tonto, mas um coração de menino.

Aquele que está ao meu lado em qualquer caminhada.

Me lembro de todas as vezes, meu fiel companheiro.

Você tantas vezes provou ser o meu defenseiro.

O seu sentimento é puro de verdades sinceras.

Nonô, você é o mais certo nas horas incertas.

 

 Às vezes em certos momentos difíceis da vida.

Em que precisamos de alguém para nos dá companhia.

O seu olhar de amor, proteção e carinho.

Me dá a certeza de que nunca estive sozinho.

Nonô, meu cãozinho de fé, meu bichinho camarada.

Latidos e pulos festivos com a minha chegada.

Com sua leal amizade de grande cuidado.

 Nonô, você é o mais certo das horas incertas.


Não preciso nem latir, para saber que tu me amas.

 Mas é muito bom saber, que és o meu melhor amigo. (2V)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

VIDEO E TRADUÇÃO DA MÚSICA "TEARS IN HEAVEN" BY ERIC CLAPTON

 
 
 
 


 
 
Tears In Heaven (Eric Clapton)

 

Would you know my name
if I saw you in Heaven?
Would it be the same
if I saw you in Heaven?
 
I must be strong and carry on,
'Cause I know
I don't belong
here in Heaven.
 
Would you hold my hand
if I saw you in Heaven?
Would you help me stand
if I saw you in Heaven?
I'll find my way
through night and day,
'Cause I know
I just can't stay
here in Heaven.
 
Time can bring you down;
time can bend your knees.
Time can break your heart,
have you begging please,
begging please.
 
Beyond the door
there's peace I'm sure,
And I know
there'll be no more
tears in Heaven.
 
Would you know my name if I saw you in Heaven?
Would it be the same if I saw you in Heaven?
I must be strong and carry on,
'Cause I know I don't belong here in Heaven.
 
 
 
Lágrimas no Paraíso 

 

Você saberia meu nome...
...se eu te visse no paraíso?
Seria o mesmo,
Se eu te visse no paraíso?

Eu devo ser forte e seguir em frente..
...porque eu sei que não pertenço...
...aqui no paraíso.

Você seguraria minha mão...
...se eu o visse no paraíso?
 
Você ajudaria a me levantar...
...se eu te visse no paraíso?
 
Encontrarei meu caminho...
...pela noite e pelo dia..
...porque eu sei que não posso ficar..
...aqui no paraíso.
 
O tempo pode te derrubar.
O tempo pode te fazer ajoelhar.
O tempo pode quebrar seu coração...
...e você implorando por favor...
...implorando por favor.
 
Além da porta...
...há paz, tenho certeza.
E eu sei que não haverá mais ...
...lágrimas no céu.

Você saberia meu nome...
...se eu te visse no paraíso?
Você seria o mesmo...
 ...se eu te visse no paraíso?
 
Eu devo ser forte e seguir em frente...
...porque eu sei que não pertenço...
 ...aqui no paraíso.



Video com minha tradução da música "Somewhere over the rainbow" by E. Y. Harburg (Em algum lugar além do arco-íris)

 
 
Video "Somewhere over the rainbow" by E. Y. Harburg (Em algum lugar além do arco-íris)
 
Minha tradução 
 
 
 
 


                                                       Somewhere Over The Rainbow
                                                                  (by E. Y. Harburg)

 
Somewhere over the rainbow...
...way up high.
 
There's a land that I heard of once...
 ...in a lullaby.
 
Somewhere over the rainbow...
...skies are blue.
 
And the dreams that you dare to dream...
 ...really do come true.

Someday I'll wish upon a star...
...and wake up where the clouds are far behind me.
 
Where trouble melts like lemon drops...
...way above the chimney tops...
 ...that's where you'll find me!
 
Somewhere over the rainbow...
 ...blue birds fly.
Birds fly over the rainbow...
...why then, oh why can't I?  
 
Somewhere over the rainbow...
...skies are blue.
And the dreams that you dare to dream...
...really do came true.
 
Someday I'll wish upon a star...
...and wake up where the clouds are far behind me.
Where trouble melts like lemon drops...
...way above the chimney tops...
...and then you'll find me!
 



MINHA TRADUÇÃO
 
 

Em algum lugar além do arco-íris
 
 
 
Em algum lugar além do arco-íris...
...bem lá no alto.
 
Há uma terra que eu já ouvi falar...
...numa canção de ninar.
 
Em algum lugar além do arco-íris...
...os céus são azuis.
 
E os sonhos que você ousa sonhar...
...realmente se realizam.
 
Um dia ainda farei um pedido...
...e acordarei aonde as nuvens estão bem...
...distantes atrás de mim.
 
Onde problemas se derretem como balas de limão...
...bem acima do topo das chaminés...
...é onde você me achará!
 
Em algum lugar além do arco-íris...
...pássaros azuis voam.
 
Pássaros voam além do arco-íris...
...então porque eu também não vôo?
 
Em algum lugar além do arco-íris...
...os céus são azuis.
E os sonhos que você ousa sonhar...
...realmente se realizaram.
Um dia ainda farei um pedido...
...e acordarei aonde as nuvens estão bem...
...distantes atrás de mim.
 
Onde problemas se derretem como balas de limão...
...bem acima do topo das chaminés...
...e então você me achará!
 
Em algum lugar além do arco-íris...
...pássaros azuis voam.
Pássaros voam além do arco-íris...
...então porque eu também não vôo?






terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ENSAIO SOBRE A PEÇA TEATRAL “LENDA DAS YABÁS”


 
 

 
 
 
 
A ARTE DO TEATRO
 
 

 

As conquistas e desenvolvimentos humanos se realizam a partir da sua experiência real, do seu contato mais intimo com a realidade que se deseja apreender. Aprendemos com a convivência, através da dialética entre o interno e o externo, errando e acertando na tentativa sempre de ir mais além da nossa presente consciência. Ou seja, existe uma dinâmica subjetiva entre o que o externo transmite e em como o interno (pessoa) absorve e entende o ambiente através do seu filtro altamente pessoal.

Assim, não é diferente na arte de atuar, é necessário que o indivíduo, que realmente deseja ser um ator, se lance ao imprevisto, tenha a coragem de expor-se no palco “artificial”, pois só improvisando é que ele adquire azas para tal oficio, trazendo consigo, seus inerentes aspectos naturais relacionados à suas experiências de vida, a sua visão de mundo, e desse modo, o ator funciona como um veículo transmissor de realidades, emoções e ideologias de vida comum a todos.

 Ultrapassando e superando a sua obscura subjetividade, o ator tem o sublime encargo de tornar mais claro e inteligível, com suas expressões tanto contextuais, emocionais, verbais quanto corporais, as realidades humanas, “o teatro real da vida”, recriando e reinventado o universo. 

Portanto, a arte teatral, além de ser entretenimento de apreciação estética, é uma atividade puramente humana que, ainda que seja de forma artificial, serve de transporte social que revela, ressalta e demonstra as experiências humanas, construindo conhecimentos particulares ao homem, enriquecendo mais a sua visão de mundo, partindo do fragmentário ao holístico e desse modo humanizando todos os aspectos existentes em nossa vida.

Toda cena traz uma historia, um contexto e com eles, todas suas realidades, todas suas intrínsecas ideologias, suas visões de mundo, seus conceitos e valores, seus eventos e enredos. Tantos elementos da vida real sendo traduzidos para um ambiente artificial, como o é o espetáculo teatral, nele depara-se com o desafio de expressar em cenas separadas, todas as ações fragmentadas do espetáculo real da vida.

 E como as experiências humanas são fragmentárias, tanto cronologicamente quanto individuais, a arte teatral tem esse suntuoso desafio de tentar expressar cada ato, cada movimento, cada emoção, cada evento num suposto esquema organizado. O teatro é o pano de fundo de um panorama legítimo das experiências vivas e estéticas, manifestando-se por todos os meios sensoriais, onde se tenta mostrar e perceber o mundo em sua plenitude de cores e formas, de conteúdos, de emoções, de ideais, de obras, comunicando significados transformadores e estimuladores de consciências.      

“a construção de uma cena pressupõe a existência de uma história, isto é, de uma narrativa dividida em partes. Essas partes são etapas em que se subdivide a ação- ou as ações- de uma cena. Assim sendo, as ações, os acontecimentos que ocorrem ou que ocorreram ao longo do tempo são importantes para a compreensão do que se passa em cena. Isso porque a ação se desenvolve numa progressão de causa e efeito, que motiva ou justifica uma determinada situação, ou melhor, uma cena. Mas nada acontece sem a existência dos personagens. São eles que atuam para concretização dos pensamentos e dos sentimentos de uma época, de um determinado momento histórico. Esses personagens são cuidadosamente trabalhados e ensaiados pela figura do diretor, que, como elemento harmonizador do processo de criação, procura concretizar a cena” (BIASOLI, 1999, PG. 46)
 
 
 
 

UMA APRECIAÇÃO ESTÉTICA DA PEÇA “LENDA DAS YABÁS”
 
 

O espetáculo “Lenda das Yabás” está em cartaz no  Centro Cultural Ensaio, no bairro do Garcia, até o dia 30 de Janeiro, aos sábados e domingos, às 20h. A peça teatral em estudo conta a história da lenda das Yabás, apresentando também outros Orixás como Yemanjá, Exu, Xangô, Ogun, Omolu e Oxalá. 

Com texto e direção de Fábio S. Tavares, encenação conta, ainda, com a exposição Bahia Minha Preta‘, que traz objetos de personalidades baianas como os turbantes de negra Jhô, esculturas artesanais, exibição de fotos e filmes, quadros sobre o processo de ensaios e laboratórios da peça, objetivando homenagear a cultura Afro da Bahia e suas raízes.
Tais elementos também permitem que o público acompanhe o processo de feitura teatral, questão muito interessante para a compreensão de como o espetáculo foi concebido. De acordo com a enciclopédia livre Wikipédia, Iabá, Yabá ou Iyabá, cujo termo quer dizer Mãe Rainha, refere-se aos orixás femininos, Yemanjá e Oxum. Vale lembrar que no Brasil esse termo é utilizado para definir todos os orixás femininos em geral, substituindo o termo Obirinxá (orixá feminino).

O enredo aborda a história da ancestralidade da cultura afro-brasileira, bebendo da sua fonte mais pura ao se utilizar das lendas de 04 (quatro) Yabás: Yansã, Obá, Ewá, Nanã e Oxum. Com a intenção de envolver o público, os atores realizam diálogos intensos e diretos, visando humanizar as personagens centrais, as divindades da cultura africana, e captar a atenção absoluta do espectador quase transpondo-os para a encenação. 

Outro aspecto importante para ser destacado diz respeito à musicalidade presente na encenação. Todo o som é produzido ao vivo pelo elenco em função da expressão dramática. Voz, atabaques e agogôs, criam um ambiente propício para cada cena, dando leveza ou peso necessário para a ocasião.

Há de se observar também a forte presença da dança, em especial a contemporânea, com seus diversos elementos, fundida com o naturalismo da interpretação, sem perder, contudo, a dinâmica cênica que o texto reclama. As artes plásticas também são bem valorizadas na composição do espetáculo, ressalta-se que cenários e figurinos são artesanais, utilizando-se de galhos de arvores, folhas secas, adereços elaborados com sementes, entre outros. 
 
Mas a pedra fundamental é o espetáculo que trás uma historia que se passa num passado e tempo indefinido e mostra a fúria de um Deus humano que age de acordo com suas emoções. Revoltado com a destruição e discórdias que os homens vêm causando a aiê (Terra), Olorum resolve infertilizar todas as mulheres (as Yabás) para extinguir a raça humana e prender a chuva para que a Terra fique seca- isso é representado pelos galhos secos e tom pastel que compõem o cenário dando aspereza a encenação - pois a natureza retrata é a presença concreta do Deus abstrato. Nanã, que é a mais antiga dos orixás, surge no texto como uma grande ialorixa e sacerdotisa que conduz os festejos, impostos por Exu, em agradecimento por este ter conseguido chegar a olorum desvendando os segredos para que o Deus maior devolvesse a paz a Terra. O espetáculo traz os Orixás em forma humana e enfatiza que todo ser vivo, por possuir uma parcela divina, é capaz de se conectar com Deus com bases na energia e ações emitidas a outro ser e por isso Exu conseguiu chegar a Olorum e descobrir os segredos para trazer a concórdia a Terra. O mesmo Exu que trará a paz também conduz a ciumenta Oxum, causando intrigas e discórdias entre as demais Yabás, utilizando da obsessão que mesma sente pelo amor de Xangô, que por sua vez vive com suas quatro mulheres no palácio onde se passa toda a historia. (http://lendadasyabas.blogspot.com.br/p/relase.html, 2013) 

Vale, ainda, salientar que toda a história se dá em espaços e tempos nada ou pouco definidos, conforme consta no release do blog. O público conta apenas com as falas entrelaçadas, os acontecimentos e o contexto criado pelo cenário e pelas personagens. 

Cada uma das Yabás com seus signos traz em si a representatividade da essência e força feminina que ganham destaque na encenação que tem um misto de religiosidade popular e sensualidade profana. Yansã representa a figura da mulher contemporânea e independente, que age de acordo com a sua intuição e vontade sem se curvar aos caprichos ou preconceitos de uma sociedade (e por isso é a preferida de Xangô). Obá representa a evolução feminina em busca da igualdade, sua personalidade vai da típica dona de casa que se esmera ao máximo para agradar seu marido - sendo vítima de diversas injustiças - até a descoberta da força que muitas mulheres trazem dentro de si e desconhecem. A grande lição de Oba vem quando ela dá um basta na situação que vive e com isso se torna uma grande guerreira. A menina Ewá, representa o romantismo e inocência feminina. Demonstra sua força na revolta pela desilusão amorosa que sofre após cair numa das muitas armadilhas criadas por Exu. Ela é salva da fúria de Yansã por Oxossi que a leva para a mata e lá descobre essa força e volta para se vingar de Xangô que tentou seduzi-la. Oxum, sempre orientada por Exu, ao longo da história se utiliza da sua beleza para seduzir e orquestrar situações com o intuito de afastar as outras mulheres de Xangô, até que Oxalá vem ao reino para selar a paz e transformar os homens em orixás. (http://lendadasyabas.blogspot.com.br/p/relase.html, 2013).

Apreciar a referida encenação remete-nos a compreender melhor o papel criativo do ator e o processo de releitura de todo o elenco. Interessante se notar que foram lançados semanalmente nas redes sociais vídeos de curta duração, com imagens do processo de criação ao longo dos 10 (dez) meses de ensaios. De acordo com a companhia de teatro, tal ação foi realizada com o intuito de enfatizar, sobretudo, o corpo e o leque de expressões possíveis em que o ator se realiza na cena: da dança à pantomima. Na montagem em estudo, percebe-se 
que as personagens da trama nascem do natural e não do realismo (numa interpretação tipicamente stanislavskiana), buscando também uma técnica que envolve o ator na sua totalidade: mente, corpo, gesto, palavra, espírito, matéria, interno, externo (tendo inspiração na obra do teórico Grotowski). Elas são, no entanto, espelhos do real, mas distorcidos pelo manejar poético do ator e da pulsão do seu gestual no espaço.

            No que tange à atuação do artista e o uso de técnicas teatrais, Viola Spolin (1982) ratifica que “o ator realmente sabe que há muitas maneiras de fazer e dizer uma coisa, as técnicas aparecerão (como deve ser) a partir do seu total.” (SPOLIN, 1982, pg. 13). Acredita que é por meio da consciência direta e dinâmica de uma experiência no palco que a experimentação e as técnicas são devidamente unidas, de forma espontânea, libertando o artista para o padrão de comportamento fluente.

 

REFERÊNCIAS

 

Espetáculo Lenda das Yabás. Blog da peça teatral: textos e imagens. Disponível em: <http://lendadasyabas.blogspot.com.br/>. Acessado em: 28 de janeiro de 2013.

 

Wikipédia: a enciclopédia livre. Significado do termo “Yabás”. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Yabas. Acessado em: 28 de janeiro de 2013.

 

BIASOLI, Carmem Lúcia A. A história constrói a cena. In: A formação do professor de arte: do ensino à encenação. Campinas: Papirus, 1999.

 

SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1982.

 

VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. As ideias estéticas de Marx; tradução de Carlos Nelson Coutinho. 2ª ed. Rio de Janeiro, Paz e terra, 1978. (Pensamento crítico, v. 19).

 

SLADE, Peter. O jogo dramático infantil; (tradução de Tatiana Belinky; direção de edição de Fanny Abramovich). São Paulo: Summus, 1978. (Novas buscas em educação, v. 2)    

 

 

 

 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tendências pedagogicas: Tecnicismo


 

 

Existem várias tendências pedagógicas, cada uma com sua própria visão sobre qual seria a melhor forma de ensino e diferentes concepções de homem e sociedade; diferentes pressupostos sobre o papel da escola, aprendizagem, relações professor-aluno, técnicas pedagógicas, etc, sendo que algumas são mais aceitas do que outras. As tendências pedagógicas não aparecem em sua forma pura e nem sempre são mutuamente exclusivas, nem conseguem captar toda a riqueza da prática escolar. As tendências pedagógicas são dispostas em liberais e progressistas:

A - Pedagogia liberal                                   B - Pedagogia progressista

 

1- Tradicional                                              1 - Libertadora

2- Renovada progressivista                         2 - Libertária         

3- Renovada não-diretiva                            3 – Crítico-social dos conteúdos

4- Tecnicista

Na maioria das escolas, observa-se que a tendência tradicional é uma das mais aplicadas desde sempre e, com o advento da pedagogia nova, nota-se que ela permanece apenas no campo das ideias, já que a realidade em que os professores atuam é tradicional, não havendo condições de a escola nova ser eficientemente instalada. Atualmente, a tendência tecnicista tem sido bastante difundida, mas, como resultado, veem-se alunos “produzidos” para o mercado de trabalho sem que “de fato” estejam preparados para lidarem com o mesmo. O professor se encontra em uma situação contraditória, pois constata que suas condições concretas não satisfazem as ideologias requeridas, com a pedagogia oficial que sustenta a produtividade e a racionalidade do sistema e do trabalho, enfatizando os meios tecnicistas, o professor é obrigado a submeter-se a esse sistema. É aí o dilema em que se encontram os professores, seus ideais são modernizadores, mas em meio a uma realidade de recursos tradicionais.   

A tendência tecnicista surgiu na segunda metade do século XX nos Estados Unidos e após 1964 no Brasil. Intenciona-se, através desta, ajustar a educação às exigências da sociedade industrialmente e tecnologicamente desenvolvida. O autor que mais proeminentemente contribuiu para essa nova tendência foi o psicólogo americano Frederich Skinner, nascido a 20 de março de 1904 na pequena cidade de Susquehanna, Pennsylvania. Skinner criou uma máquina de ensino onde o estudante poderia aprender, pouco a pouco, encontrando as respostas corretas que lhe davam um prêmio imediato. Preocupava-se, tão somente, em determinar como o comportamento era causado por forças externas. Ele acreditava que tudo o que fazemos e que somos, é moldado pela nossa experiência de punição e recompensa.

Essa nova tendência visa moldar o indivíduo para o meio empresarial, adaptando comportamentos com o escopo de acatar as necessidades cada vez maiores do mundo capitalista de mão de obra técnica especializada, o que implica em o aprendizado do aluno não concorrer para que ele possa apreender a realidade em que está inserido e assim a possa transformar, mas sim o capacitar a desenvolver funções técnicas para servir o mercado. Nessa tendência, a relação professor - aluno se dá por meio de avaliações de trabalhos práticos, averiguando passo a passo o cumprimento das tarefas dadas, ou seja, o relacionamento decreta distanciamento afetivo e não está voltado para a abertura de discussões e debates. O aluno é preparado mecanicamente, como uma máquina, um robô configurado para desempenhar papéis de condicionamento operante, ou mesmo animais que eram premiados apos serem induzidos a realizar uma certa tarefa. A exemplo da Copa do Mundo que está para acontecer em 2014, muitos estão aprendendo mecanicamente a “falar” inglês para este grande evento.

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Resenha critica do texto "As ideias estéticas de Marx" e do filme "Sede de viver"


 
 
 
O texto de Adolfo Sanchez Vásquez “As ideias estéticas de Marx” aborda sobre a hostilidade da ordem capitalista sobre a verdadeira intenção genuína da arte, pois que a mesma visa humanizar as relações interpessoais e com o mundo, e o artista se sente hostilizado pela motivação burguesa com a mídia artística, a que a utiliza para fins friamente econômicos. Segundo o texto nem sempre a burguesia se moveu com essa ideologia capitalista em relação à arte, pois no Renascimento quando a burguesia se ascendia na sociedade, ela se apropriava da arte para expressar suas ideais contra o feudalismo, utilizando-a, portanto como arma espiritual. Entretanto, a liberdade e os princípios buscados pela burguesia se revelou acessíveis apenas a uma minoria, o que distorce todos os pensamentos bem elaborados de igualdade e humanização global.

O texto demonstra e reflete com um olhar critico sobre como os valores massacrantes do capitalismo emergente no mundo desde a revolução industrial, tem sido o veiculo de deturpação para as sensíveis e desgostosas almas românticas que sempre buscaram trazer valores estéticos e elevados que transcendessem e dessem reais sentidos transformando a visão de um mundo abatido pela vida banalizada e pelo seco cotidiano preenchido pela desordem e vácuo existencial. A arte tem a função social de atingir a toda humanidade para que se humanizem em toda sua integridade espiritual. Ela deve ser um veículo onde fosse possível que o homem manifestasse as diversas condições humanas vitais se autoafirmando como seres humanos. Evidencia-se também que atualmente há uma nova arte, porém impopular, pois é direcionada para uma minoria privilegiada, já que a grande massa é inapropriada e desprovê-se de entendimento e recursos o bastante para se inserir e assimilar tais ideologias.

Na contemporaneidade, a arte versus o capitalismo traz a ideia sobre a influência direta das mídias na formação de consciências e mentalidades das massas que consomem seus produtos sem mesmo examinarem as mesmas e suas intenções por traz. Desse modo, na situação comodista em que se encontram, acabam se submetendo indiscutivelmente e cegamente às impositivas ideias maquinadas pela publicidade maliciosamente capitalista e como resultado perdem a noção fundamental dos valores estéticos, morais e espirituais. Como já se afirmou: "Toda unanimidade é burra", essa declaração parece se aplicar perfeitamente a essa absurda situação, na qual se verifica que a maioria das pessoas prefere e se atrai por banalidades sem conteúdos e por propriedades que não edifiquem nem elevem seus espíritos. Dessa forma, a arte por essência se desvirtua da sua finalidade primordial, que seria levar e moldar as consciências para uma elevação estética, ética e moral tornando-os mais humanizados. O homem massa consumidor da mercantil mídia abrangente se torna coisificado e nessa inepta condição, deixa-se ser manipulado virando massificadas marionetes cada vez mais consumistas e alienadas em seu vazio existencial.         

 O filme “sede de viver” revela um artista que viveu entre a intensa busca pela perfeição das suas obras e no seu desesperador estado psicológico. Começando sua vida profissional como semeador da fé por influencia do seu pai, Theo o resgata da sua primeira desilusão com os dogmas impostos pela igreja. Van Gogh decide dedicar-se de coração às suas pinturas entregando-se em busca da estética ideal. Sentindo-se rejeitado pela sua prima que se tornou de imediato a mulher da sua vida, sempre com seu jeito muito intenso e profundo em tudo o que vivia, ele se entregava a um estado depressivo e solitário. Profundamente fechado em seus pensamentos e sentimentos projetava suas potencialidades em suas obras, isolando-se em prol da sua dedicação profissional o que o inseriu num mundo de solidão e infelicidades. Toda a expressão da sua genialidade extravagante através das suas pinturas pareciam equivalente ao seu intenso e visceral modo de enxergar o mundo, ao seu rompante temperamento. Exagerava em cores fortes como se ele enxergasse a natureza em seu pleno brio. Ele agia motivado exclusivamente pelos seus reais sentimentos esquecendo-se de adequar-se às exigências externas de atingir reconhecimentos mercantis. Ele doava-se de corpo e alma à sua arte, não colocando-a como ambição comercial, mas como ambição espiritual e estética. 

Como diz Adolfo Vásquez em “O capitalismo e a arte de massas”: não apenas o homem-massa perde com isso: é uma perda para todos e substancialmente para os homens verdadeiros que intencionam trazer uma nova ordem social legitimamente humanizada. O que torna a relação entre o homem-massa e a arte genuína como uma comunicação entre surdos, onde a arte verdadeira deixa de ser apreciada. Essa ofuscação faz com que o público escolha as obras menos sólidas do ponto de vista estético no lugar de eleger aqueles mais valorosos esteticamente. Sendo assim, Van Gogh aparece como um verdadeiro artista em tal ponto de vista, pois suas obras permaneceram sem nenhum reconhecimento naquele tempo, a cegueira do momento já atuava ofuscando artistas que só viriam a ser aceita depois de sua morte. Van Gogh foi um verdadeiro artista também no que concerne à sua entrega emocional e total a sua obra onde seu real objetivo era satisfazer suas necessidades emocionais e estéticas sem nenhuma pretensão comercial, mesmo se suas obras fugissem dos padrões exigidos pelo mercado, se agradasse ou não, sua única e real pretensão era a de unir-se em sinestesia com a sua própria arte, projetando-se e tornando-se o seu próprio objeto de criação.